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26 de janeiro de 2012

IMPRENSA DESTAQUE - UTILIDADE PÚBLICA

Rio 26/01/2012
Médico da Secretaria de Estado de Saúde alerta para os perigos da poeira dos desabamentos
             
Qui, 26 de Janeiro de 2012 
A poeira que está em suspensão nas imediações da Avenida 13 de Maio, no Centro do Rio de Janeiro, após o desabamento de três edifícios na noite de quarta-feira (25) pode causar danos à saúde. A orientação de especialistas é evitar contato com este tipo de substância.

De acordo com o médico Pedro Guimarães Coscarelli, da Coordenação de Vigilância Epidemiológica e Saúde do Trabalho da Secretaria de Estado de Saúde, o contato com essa poeira traz riscos de alergias e também pode causar danos aos olhos, às mucosas em geral e problemas respiratórios, tais como sinusites, bronquites e crises de asma.

Os riscos podem ser agravados caso determinados produtos químicos tenham sido usados na construção dos prédios que desabaram, como o amianto, por exemplo. "Nós recomendamos que as pessoas que não precisam estar nas proximidades dessa área evitem o local, para não terem contato com esse material", explicou Pedro Coscarelli.

O médico acrescenta que os trabalhadores que precisam atuar na área devem usar máscaras com filtros para pós e produtos químicos. Na avaliação de Coscarelli, pessoas que apenas transitaram pelo local e tiveram contato breve com a poeira não devem ter nenhum tipo de reação. Mas alertou que indivíduos mais suscetíveis podem ter algum problema de saúde. Neste caso, elas devem procurar atendimento médico.
Secretário Côrtes fala sobre importância de a rede de saúde organizada em casos de desastres
             
Qui, 26 de Janeiro de 2012 09:41
Em entrevista a uma emissora de rádio na manhã desta quinta-feira (26), o secretário de Estado de Sáude, Sérgio Côrtes, falou sobre a importância de ter uma rede de saúde organizada para atender possíveis casos de vítimas de eventos como o desabamento que aconteceu na noite desta quarta-feira (25), em três prédios da Rua Treze de Maio, no Centro do Rio.

A secretaria de saúde colocou os Hospitais da rede pública em alerta?

Sérgio Côrtes: O governador, em função de recentes desastres, determinou que a Secretaria de Estado Saúde tivesse um plano de contingência para todos os nossos hospitais desde 2010. O que nós fazemos efetivamente, quando nós temos um desastre, é fazer essa rede funcionar de forma muito rápida. Ontem, em menos de 20, 30 minutos depois do desastre, todos os serviços de emergência dos hospitais estaduais já estavam em alerta, inclusive com a possível chamada de novos profissionais, se fosse necessário. Além disso, eu estava diretamente com o secretário Weiler que colocou os serviços da prefeitura em alerta. O SAMU estava em alerta. Ou seja, essa rede de saúde hoje tem esses alertas, que são chamados os alertas vermelhos. Ela fica de sobreaviso para fazer o atendimento. Os hospitas da rede já estavam de prontidão, em sobreaviso para fazer o atendimento. Os próprios hospitais federais, o Dr. João Marcelo que é diretor, também colocou os hospitais à disposição. Ou seja, a gente tenta organizar para que não fique mais aquela coisa de um ficar ligando para o outro, para saber se pode ou não levar paciente. Essa rede se comunica de uma forma muito rápida nessas situações de emergência.

Muitos curiosos ficam em volta. A poeira é toxica...

Sérgio Côrtes: Aquela poeira obviamente, no mínimo, causa reações alérgicas. É uma poeira muito ruim. Efetivamente as nossas narinas têm um pequeno filtro, mas vai para os pulmões. A gente não sabe nem que tipo de substâncias têm ali. O ideal é que somente os profissionais que estão trabalhando fiquem no local. Os curiosos atrapalham inclusive o acesso das máquinas da prefeitura, que não param de chegar. A saída dos caminhões que levam os escombros e, principalmente, o trabalho dos bombeiros na busca por possíveis vítimas por baixo dos escombros.

E mesmo os profissionais que estão ali, é recomendável que trabalhem com máscara, não é secretário?

Sérgio Côrtes: A máscara é ideal porque ela faz um filtro de ar. Um primeiro filtro, impedindo que pelo menos as partículas grandes sejam respiradas. A recomendação é que se trabalhe com máscara, ainda mais nesse momento que está se revirando bastante entulho, porque sobe muita poeira. Ontem era impressionante, Lúcia, quando cheguei em casa na madrugada, o meu paletó que era azul ficou cinza claro. Lembrou muito aquela imagem do 11 de setembro.

Força Estadual de Saúde é opção em casos de destastre com vítimas -A Força foi criada por decreto no dia 10 de janeiro de 2012 para entrar em ação em situações emergenciais em casos extremos de desastres naturais ou eventos epidemiológicos. O objetivo é monitorar, orientar tecnicamente o envio de insumos, profissionais, recursos e, se preciso, hospitais de campanha às localidades afetadas. A Força já está apta a ser convocada. Com duas semanas de cadastro disponível, quase 2 mil profissionais já se inscreveram para integrar a Força Estadual de Saúde. O formulário de cadastro está disponível na página da Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) na Internet e, desde quarta-feira (18), também no site do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj).



Dúvidas sobre as inscrições podem ser enviadas para o email: cadastrados@saude.rj.gov.br

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