24 de setembro de 2011
Muitos gestores já enxergam a importância de olhar o impacto emocional que o choque entre as gerações, o estresse e a depressão têm causado donos ambientes organizacionais
Durante anos, muitas empresas fecharam os olhos para o lado emocional de seus colaboradores, com a falsa percepção de que somente o lado racional seria responsável por sua conduta e desempenho.
Se no século 18 o filósofo e escritor suíço, Jean Jacques Rousseau já afirmava que “se é a razão que faz o homem, é o sentimento que o conduz”,tal relação não poderia ser diferente nos ambientes corporativos.
A emoção está presente em na tomada de decisão, durante a entrega de um importante relatório e até mesmo na conversa com aquele cliente difícil. Por isso, muitos gestores têm percebido a importância de estimular os funcionários a utilizarem seu Quoeficiente Emocional, para ter pleno controle sobre suas emoções e utilizando-a a seu favor.
Com isso, torna-se mais fácil manter o equilíbrio, o bom desempenho e o desenvolvimento tanto dos colaboradores quanto da empresa.
Para Waleska Farias, esse padrão comportamental converge à estrutura das competências sociais e é muito significativo quando avaliado pelo valor agregado que proporciona às organizações.
“Após reuniões mais acaloradas nas empresas, não é raro ouvir comentários a respeito daquele profissional que consegue fugir de posturas ostensivas, posicionando-se com maturidade e oferecendo colocações razoáveis e oportunas. Pensam com isenção, sem melindres, pois não tomam como pessoais as posições contrárias às suas.”
Para Daniel Goleman, psicólogo e autor do livro “Trabalhando com a Inteligência Emocional (1999)”, avaliar as características emocionais das pessoas têm sido, inclusive, um novo critério de seleção adotado pelas empresas. “Já não importa o quanto somos inteligentes nem a nossa formação ou o grau de especialização, mas também a maneira como lidamos com nós mesmos e como outros”. Esse tem sido o critério de avaliação utilizado para decidir os perfis de vagas, as demissões e promoções.
Do conceito à prática
O conceito, também chamado de inteligência emocional, ficou em evidência na década de 90, depois que o livro de Goleman sobre o tema teve grande repercussão na mídia.
Assim, o QE está relacionado às habilidades de empatia, liderança e otimismo das pessoas e o modo como esses atributos podem proporcionar sucesso em qualquer emprego ou empresa. Ao contrário do QI(Quoeficiente de Inteligência), que não pode ser alterado, o desenvolvimento do QE pode ser aprendido ao longo da carreira e de toda a vida de uma pessoa.
Além dos recorrentes problemas de funcionários sofrendo com estresse, ansiedade e depressão, as empresas também precisam lidar com o choque entre as gerações e os novos funcionários da geração Y, com características de “inquietação”, questionamento e que possui muita necessidade de reconhecimento.
Por isso, trabalhar o lado emocional dos colaboradores virou tarefa essencial para qualquer empresa que queira evitar o turno e se manter no mercado daqui para frente.
O trabalho, de se desenvolver a Inteligência Emocional dos funcionários não é tarefa fácil, que precisa contar com um psicólogo organizacional que considere os aspectos de todo o grupo e as necessidades individuais dos funcionários, assim como explica Dirce Furtado, psicóloga organizacional nesta área:
“O desenvolvimento de QE é feito no dia a dia, embasado em muitos feedbacks. Em alguns momentos, pode acontecer de se detectar pessoas com mais dificuldades de relacionamento e, neste caso, é preciso trabalhar individualmente, mostrando aos poucos como o seu comportamento pode influenciar positivamente ou negativamente toda a equipe”, alerta Dirce.
Para ela, o ideal é que essa mudança ocorra “de cima para baixo”, ou seja, partindo do exemplo que os gestores oferecem aos funcionários.
“Um gestor só poderá extrair o melhor do outro a partir do cumento que ele conseguir se resolver internamente, o que nem sempre é fácil.Convencê-los a mudar de postura pode obrigar a empresa a executar o trabalho começando pela base”, afirma a psicóloga.
Portal HSM
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21 de setembro de 2011
No Brasil, são mais de 25 milhões de pessoas com mobilidade reduzida. O campeão paraolímpico Clodoaldo Silva, 32 anos, ressalta que o país precisa aproveitar a Copa do Mundo 2014 e as Olimpíadas 2016 para apresentar evolução neste trabalho que busca a melhoria da qualidade de vida e a defesa dos direitos das pessoas com deficiência.
“Daqui a cinco anos, mais especificamente em 2016, o Brasil irá sediar uma Olimpíada e, principalmente, uma Paraolimpíada. Neste período que antecede estes grandes eventos, passando pela Copa do Mundo de Futebol, em 2014, torço muito para que os nossos governantes sejam ambiciosos e tenham o pensamento de colocar o nosso país como uma das principais potências mundiais no que diz respeito a propiciar melhores condições de acessibilidade para essas pessoas tão especiais”, declarou o “Tubarão Paraolímpico”, que teve paralisia cerebral por falta de oxigênio durante o parto, o que afetou o movimento das pernas, ocasionando uma pequena falta de coordenação motora.
Edênia Garcia, melhor atleta paraolímpica do Brasil em 2010, tem 24 anos e possui uma distrofia muscular progressiva, chamada de polineuropatia sensitiva motora. Hoje, a atleta da seleção brasileira permanente de paranatação lembra com orgulho o que o esporte a proporcionou.
“Em 2011 comemoro 11 anos da prática da natação paraolímpica e neste período pude ver o quanto o esporte modificou minha vida. Poderia citar cada uma das mudanças, mas nessa luta o fator principal, realmente, foi poder ter uma qualidade de vida muito melhor do que antes. Ter uma deficiência não é fácil, mas com o esporte paraolímpico pude conviver lado a lado com essa deficiência e ainda atuar como cidadã”, comentou, destacando a importância de ter ajudado a família graças à natação. “Que possamos comemorar mais um Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência com muito esporte e saúde”, completou a nadadora.
“Desejo que essa data possa servir para os mais de 190 milhões de brasileiros como um momento para refletir e buscar novos caminhos em nossas lutas diárias. Espero que todas essas conquistas que consegui dentro e fora da água sirvam de inspiração para que pessoas com ou sem deficiência possam ser grande campeões no esporte. Mas, se não conseguirem ser grandes atletas, que possam ser grandes campeões na vida, tendo respeito, dignidade, sendo apenas cidadãos”, finalizou Clodoaldo Silva.
Fonte: http://www.deznarede.com.br


