POLICLÍNICA MANOEL GUILHERME DA SILVEIRA FILHO

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30 de dezembro de 2011

Confira dicas para uma ceia sem perigo durante as festas de Ano Novo



• Lave bem as mãos antes de preparar os alimentos, comer e depois de usar o banheiro
• Utilize água potável ou trate-a para que se torne segura. A fervura, a lavagem e a filtração são procedimentos importantes para inativar os micróbios.
• Não misture alimentos diferentes, como carnes e verduras, em cima da pia
• Não use a mesma faca durante a preparação de diferentes alimentos
• Lave bem frutas e verduras com água potável antes de consumi-las
• Não utilize produtos com prazo de validade vencido
• Cozinhe, asse ou frite muito bem os alimentos a serem consumidos. Sempre aqueça as sobras antes de ingeri-las
• Guarde os alimentos já preparados dentro da geladeira
• Não consuma alimentos de origem desconhecida, principalmente ovos, carnes, mel e leite que podem transmitir diversas doenças
• Lave bem as latinhas de refrigerantes ou outras bebidas com água e sabão.


Entretanto, alimentos armazenados ou preparados sem o cuidado necessário podem ser fontes de doenças, e, para evitá-las é preciso alguns cuidados. Ao ingerir alimentos contaminados por vírus, bactérias, fungos e outros, a pessoa pode adquirir uma intoxicação alimentar que causa dor abdominal, náuseas, vômitos, diarréia, dor de cabeça, cansaço, desidratação e febre. O problema pode permanecer incubado no organismo humano por até alguns dias, dependendo do agente causador e do período em que foi consumido.

O consumidor deve prestar atenção em ponto simples, mas que podem fazer uma grande diferença, como armazenar alimentos quentes abaixo da temperatura de 65°C, preparar alimentos cedo demais e armazenar dentro da zona de perigo (entre 7° e 60°), esfriamento demasiadamente lento dos produtos, antes da refrigeração, não reaquecer os alimentos à temperatura correta, para destruir as bactérias causadoras da intoxicação alimentar, cozimento insuficiente dos alimentos, principalmente a carne suína, pescado, etc, fazer o descongelamento de carnes congeladas por tempo insuficiente e de maneira errada, proporcionar a contaminação cruzadas entre alimentos crus e cozidos, durante as fases de preparação e armazenamento, permitir que pessoas infectadas manipulem os alimentos, limpeza inadequada de equipamentos de processamento e preparação, principalmente os utilizados para alimentos processados a quente entre outros.

A pessoa que irá manipular os alimentos também deve tomar muito cuidado como, por exemplo, manter as mão sempre limpas e ter os equipamentos como fogões, exaustores, freezers, refrigeradores e utensílios funcionando adequadamente. Todos devem ser lavados com água e detergente para retirar toda sujeira e logo após devem ser desinfetados.

Cuidados com alimentos feitos com ovos devem ser redobrados, pois o ovo é transmissor da Salmonella, bactéria responsável por infecções alimentares. Por isso é importante que a população não consuma ovos crus ou mal cozidos e pratos realizados à base de claras e gemas cruas, como saladas com maionese, bolos, tortas, mousses e sorvetes.

Armazenar alimentos de alto risco em temperatura ambiente é a principal razão para a intoxicação alimentar. Cuidados simples podem evitar muitos problemas. A prevenção é essencial para que suas festas possam ser tranqüilas e alegres.

As principais doenças transmitidas por bactérias

• A salmonela é comum em ovos, carne de aves, peixe, leite e derivados. Os sintomas da salmonelose são vômito, dor de cabeça, diarréia, dor abdominal e febre. O período de incubação é de 8 a 72 horas. É melhor evitar receitas com ovos crus ou parcialmente cozidos.

• A toxina do botulismo do lactente é comum em conservas e enlatados. Os sintomas do botulismo são cansaço, fadiga, dor de cabeça, vertigem. Ataca o sistema nervoso, paralisando as vias respiratórias. O período de incubação é de 4 a 36 horas. A temperatura de refrigeração dos alimentos deve ser de 4 graus e a de congelamento é de -17 graus.

• O Staphylococcus aureus é comum em carnes, aves, presunto, leite,queijo, atum, batatas e saladas de batatas, cremes, chantili e tortas. Os sintomas são vômito, náusea, dor de cabeça e raramente diarréia. O período de incubação é de 30 minutos a 2 horas. Carnes cruas contém bactérias, por isso não devem entrar em contato com outros alimentos.

• A Escherichia coli 0157:H7 é comum em todo tipo de alimento, principalmente hambúrguer malpassado. Os sintomas são diarréia, presença de pus e sangue nas fezes. Pode causar falência renal. O período de incubação é de 12 a 72 horas. A faca usada para cortar carnes cruas não deve ser utilizada em outros alimentos.


Alimentos reduzem sintomas de pacientes com hipotireoidismo


O hipotireoidismo se caracteriza como uma alteração no funcionamento da glândula da tireoide, que regula importantes órgãos do corpo humano, e diminuição da produção do hormônio tireoideano. A disfunção pode acometer qualquer pessoa, independente do sexo e idade, mas é mais comum em mulheres. Entre os homens, a incidência é de 3% da população adulta. Já nas mulheres com mais de 45 anos, sua prevalência salta para 15%. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a tireoidite crônica, inflamação da glândula tireóide, afeta cerca de 10 milhões de pessoas no Brasil, sendo a causa mais frequente de hipotireoidismo.

Entre os sintomas mais frequentes estão cansaço extremo, pele seca, constipação (intestino preso) e ganho de peso. O tratamento é feito com medicamentos que regulam a produção do hormônio e, como o ganho de peso associado à sensação de cansaço são comuns, é recomendável que o paciente consulte um profissional de nutrição para adequar a alimentação.

No estado do Rio de Janeiro, o Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE) é referência no tratamento deste tipo de paciente e realiza cerca de 1.000 consultas por mês de pessoas com hipotireoidismo, além de prestar atendimento para 714 crianças com um quadro de alteração congênita, diagnosticadas pelo Programa Primeiros Passos de Triagem Neonatal, em acompanhamento no Núcleo de Atendimento Neonatal. O IEDE conta com 13 ambulatórios semanais de Endocrinologia Pediátrica, que atendem, entre outras patologias endócrinas infantis, casos de hipotireoidismo adquirido da infância.

Confira algumas orientações da nutricionista Priscila Pereira, que trabalha no IEDE:

1 – Opte por consumir alimentos light;

2 – Consuma, no mínimo, duas vezes ao dia legumes e verduras e três vezes frutas;

3 – Para as pessoas que não gostam de verduras, a opção é bater no suco;

4 – Comer de três em três horas;

5 – Ingerir dois litros de água por dia;

6 – Prefira temperos naturais;

7 – Evite o consumo de alimentos industrializados como linguiça, salsicha e salame;

8 – Diminuir o consumo de doces, restringindo a uma quantidade moderada duas vezes por semana;

9 – Pratique exercícios físicos.

Sobre o IEDE - Em 1967, o Centro de Diabetes do Hospital Geral Moncorvo Filho se tornou instituto autônomo especialista em endocrinologia e diabetes - o primeiro do Rio de Janeiro. Desde então, diversas atividades pioneiras foram desenvolvidas: cursos de especialização em diabetes e endocrinologia, a primeira residência médica em endocrinologia e metabologia do Brasil, congressos, entre outras.

Hoje, as atividades do instituto são reconhecidas nacionalmente e a unidade oferece curso de Pós-Graduação em um convênio com a PUC-RJ há 40 anos. Os professores do curso são médicos do IEDE, que forma a maior parte dos endocrinologistas do Estado.
Fonte:http://www.rj.gov.br/web/ses/exibeconteudo?article-id=730616

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