10 de julho de 2013
O objetivo é recolher assinaturas para Projeto de Lei que prevê repasse maior para a saúde
da redação do Jornal da Saúde
Está marcada para esta quarta-feira (10) uma mobilização nacional pela coleta de assinaturas para o Projeto de Lei de iniciativa popular que prevê o repasse de 10% da renda bruta da União para a área da saúde, o Saúde + 10.
A maior de todas as mobilizações vai acontecer em Brasília, durante o XXIX Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, o Conasems.
A data final para o envio das assinaturas para o Conselho Nacional de Saúde já foi definida, será no dia 20 de julho. O formulário para coleta de assinaturas você encontra no site www.saudemaisdez.org.br.
Em 2015 começa produção nacional por meio de parceria entre Fiocruz e laboratórios privados
Foto: John Van Hasselt / Corbis
Assistência Farmacêutica
O Ministério da Saúde já abasteceu os estados e o Distrito Federal com o medicamento contra leucemia infantil L-Asparaginase. A medida garante a continuidade do tratamento e beneficia mais de 3 mil crianças. Foram investidos R$ 17,6 milhões na compra de 52.300 frascos, quantitativo suficiente para suprir toda a demanda nacional pelo tratamento por um ano. A ação foi feita em parceria com aSociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica(SOBOPE). “O L-Asparaginase é um tratamento essencial para destruir as células doentes e aumenta significativamente a chance de cura”, explica o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos estratégicos, Carlos Gadelha.
Até o ano passado, o L-asparaginase era comprado pelos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) habilitados em oncologia. O Ministério da Saúde assumiu a compra depois que a empresa brasileira que distribuía o medicamento, comunicou ao governo federal que o produtor estrangeiro havia interrompido a fabricação, e que os estoques durariam apenas até meados deste ano. O ministério, então, viabilizou a aquisição centralizada por meio de novo fornecedor, garantindo maior controle do abastecimento.
A partir de 2015, o L-Asparaginase passa a ser produzido no Brasil por meio de parceria entre a Fiocruz e os laboratórios privados NT Pharma e Unitec Biotec firmada em junho. Assim, o país fica livre de ser surpreendido pela suspensão da oferta por uma empresa privada internacional sem atividades produtivas no País.
Para a presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica, Carla Pacheco, a estratégia adotada pelo Ministério da Saúde em parceria com as entidades médicas evitou o desabastecimento do medicamento e o consequente prejuízo ao tratamento dos pacientes. “No início, nós ficamos temerosos que faltasse o medicamento, pois não há substituto no Brasil e o prazo era apertado. Felizmente, todas as medidas cabíveis para a compra emergencial foram tomadas. Imediatamente após a data anunciada para o encerramento da produção pelo laboratório, o Ministério já esta abastecendo os hospitais”, diz.
O secretário destacou a parceria é um exemplo de que com a participação da sociedade civil é possível construir uma saúde pública cada vez mais eficiente no Brasil. “Neste caso, a iniciativa vai permitir salvar vidas e melhorar as chances de sucesso do tratamento de crianças, que sem este medicamento, talvez não tivessem outra alternativa”, afirma.
Tratamento- O L-asparaginase tem capacidade para destruir uma enzima essencial à sobrevivência das células cancerígenas da leucemia linfoide aguda, um tipo de leucemia comum na infância e que tem uma probabilidade de cura de cerca de 90%.
A produção do medicamento envolve tecnologia complexa. O produto é um biológico, ou seja, feito a partir de material vivo e manufaturado a partir de processos que envolvem biologia molecular. Os biológicos, nestes casos, são a única alternativa existentes em relação aos medicamentos tradicionais de síntese química, aumentando as possibilidades de sucesso no tratamento principalmente para doenças crônicas, além das vacinas.
Atualmente, os biológicos consomem 43% dos recursos do Ministério da Saúde com medicamentos, cerca de R$ 4 bilhões por ano, apesar de representarem 5% da quantidade adquirida. O Brasil já produz hoje, via transferência de tecnologia, 25 biológicos para doenças como hemofilia, esclerose múltipla, artrite reumatoide e diabetes. Até 2017, estes produtos terão fabricação 100% nacional.
Fonte: Fabiane Schmidt / Agência Saúde
O Programa HumanizaSUS aposta na produção de novos modos de cuidar e novas formas de organizar o trabalho por meio da participação colaborativa de gestores, profissionais e usuários do SUS. A Política Nacional de Humanização incentiva a comunicação entre os trabalhados e a população para melhorar a convivência dentro do hospital e, consequentemente, melhorar o atendimento. Afinal, essas mudanças são construídas não por uma pessoa ou grupo isolado, mas de forma coletiva e compartilhada.
O Hospital Sofia Feldman, um dos mais respeitados do país, implantou a política do HumanizaSUS e, segundo o diretor Ivo de Oliveira, o programa deu certo. “A humanização se faz entre os usuários e os prestadores de serviço, sejam eles médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais. Quando nós conseguimos manter essa relação de igual para igual, como cidadãos, a gente consegue a humanização e consegue perenizar essa política governamental. Não se faz humanização sem conquistar os trabalhadores. Precisamos de um trabalhador cidadão, ciente dos seus direitos e dos seus deveres. O HumanizaSUS faz com que nós sejamos respeitados pela nossa comunidade”, afirma.
O programa está completando 10 anos e além de acreditar na força das tarefas coletivas, enfrenta as relações de poder que muitas vezes produzem atitudes e práticas desumanizadoras que inibem a autonomia e a parceria dos profissionais de saúde no ambiente de trabalho. Incluí-los na gestão é fundamental para que, no dia a dia, eles reinventem e sejam agentes ativos das mudanças no serviço de saúde. Incluir usuários e suas redes sócio-familiares nos processos de cuidado é um poderoso recurso para ampliar a participação e a colaboração da população, tanto nos estabelecimentos de saúde quanto no autocuidado.
“Nós temos uma prática diária na nossa maternidade, onde perguntamos para as mães e para os acompanhantes o que eles acham do serviço e da atenção que foi oferecida pelo hospital e isso ajuda bastante a termos um retorno do cidadão. Em um processo de humanização nós temos que destruir os muros construídos há muito tempo e construir pontes através dessa política. Uma coisa simples que fizemos aqui no hospital e que deu muito certo, foi quanto aos horários de visitas rígidos. Quando você derruba isso e tem um horário de visita ampliado, você também está atendendo melhor o cidadão. Talvez alguma coisa que não damos muita importância é primordial para o usuário e só vamos conseguir saber perguntando, conversando”, exemplifica o diretor.
Método – Através de cursos e oficinas de formação/intervenção e a partir da discussão dos processos de trabalho, as diretrizes e os dispositivos da PNH são vivenciados e reinventados no cotidiano dos serviços de saúde. Em todo o Brasil, os trabalhadores são formados técnica e politicamente e reconhecidos como multiplicadores e apoiadores da PNH, pois são os construtores de novas realidades em saúde e poderão se tornar os futuros formadores da PNH em suas localidades.
Os gestores, trabalhadores ou usuários do SUS que queiram implantar o HumanizaSUS em algum estabelecimento de saúde devem entrar em contato com a Rede Humaniza SUS.
A PNH investe em materiais de formação, como cartilhas, documento base e outras publicações disponíveis na Biblioteca Virtual em Saúde. Acesse!
Camilla Terra / Blog da Saúde
Er Productions / Corbis Images
Durante todos os jogos da Copa das Confederações foram realizados 1.483 atendimentos dentro e fora dos estádios da competição. Destes, mais de 97% dos atendimentos foram resolvidos no local e menos de 3% necessitaram de remoção para unidades de saúde – 49 pacientes. O balanço foi divulgado pelo Centro Integrado de Operações Conjuntas da Saúde Nacional (CIOCS Nacional), que foi instalado no Ministério da Saúde, no dia 13 de junho.
“O trabalho desenvolvido pelo CIOCS e os resultados apresentados comprovam que os profissionais e gestores do SUS das cidades sedes e do Ministério da Saúde estão preparados para atuar em eventos com elevada concentração de pessoas. Não podemos negar também que foi um ótimo evento-teste para as grandes competições que acontecerão no Brasil como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016”, avaliou secretário executivo adjunto, Adail Rollo.
A maioria dos casos atendidos foi relacionada a ocorrências clínicas como atendimentos cardiológicos, gastrointestinais, dor de cabeça, alergias, torções e quedas de baixa gravidade. Entre as situações mais delicadas registradas estavam problemas cardiológicos e diabetes descompensada.
O Ministério da Saúde também disponibilizou dois hospitais de campanha montados nas cidades de Salvador e Fortaleza, nas proximidades dos estádios, sendo que na capital baiana houve atuação de equipes da Força Nacional do SUS.
Os Centros atuaram no monitoramento da situação de saúde e a capacidade de atendimento de cada cidade onde os jogos são realizados. Durante a competição, os CIOCS regionais, que alimentavam os dados nacionais, eram ativados sempre seis horas antes das partidas e desativados duas horas após os jogos. Participaram do trabalho 696 profissionais divididos entre os centros de monitoramento nacional e regionais e as equipes colocadas para acompanhar em campo os trabalhos desenvolvidos na área da saúde.
As ações desenvolvidas pelos CIOCS nacional e regional foram separadas em quatro eixos sendo eles: atenção à saúde (serviços de saúde, urgência e emergência); vigilância epidemiológica (doenças e agravos de notificação e risco e ameaça de eventos internacionais); vigilância sanitária (serviços de alimentação, saúde e saúde do viajante) e vigilância em saúde ambiental (água de consumo, situações envolvendo químicos, biológicos, radiológicos, nucleares e explosivos).
Fonte: Lívia Nascimento / Agência Saúde


