22 de julho de 2013
21 de julho de 2013
18 julho de 2013 FIQUE POR DENTRO
A Secretaria Municipal de Saúde está de site novo. O projeto apresenta design moderno, interface “amigável” e navegação intuitiva, proporcionando uma melhor experiência ao usuário.
Sobre o conteúdo, a página ganhou maior variedade de assuntos e oferta de informações, para atrair a população. Foi mantida a publicação diária de notícias, a apresentação de
dados estatísticos e resultados, e a disponibilização de material oficial de gestão pública.
O novo conteúdo também traz orientações sobre vida saudável e prevenção de doenças, informações sobre os programas de saúde, as especialidades e os exames oferecidos na rede, as unidades de saúde do município (com endereços e telefones), entre outros.
Para conhecer o novo site basta digitar: www.rio.rj.gov.br/web/sms
19 de julho de 2013
Criado para dar respostas rápidas a possíveis ocorrências durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), o Centro Integrado de Operações Conjuntas da Saúde (Ciocs) começou a operar esta semana. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, um grupo formado por 30 representantes das secretarias municipais e estaduais de saúde, Corpo de Bombeiros, Ministério da Saúde e Fiocruz tem como base o Centro Integrado de Comando e Controle do Rio de Janeiro, na Praça Onze, Centro do Rio.
De acordo com a secretaria, o objetivo é atuar de forma operacional, realizando busca ativa nas unidades de saúde para monitorar aspectos relacionados à identificação de doenças, verificando as notificações, o perfil e o número de atendimentos durante o período da Semana Missionária e da JMJ.
Durante os eventos em Copacabana, na Zona Sul, e Guaratiba, na Zona Oeste, o Ciocs funcionará em horários especiais, das 12h à zero hora. Já o Laboratório Central Noel Nutels (Lacen) funcionará 24 horas durante todos os dias da Jornada, recebendo amostras biológicas, assim como a Fiocruz.
Lista de doenças
Para ajudar no diagnóstico de doenças inusitadas, o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do Estado do Rio de Janeiro (Cievs-RJ) fez um levantamento das principais doenças circulantes no Brasil e no mundo e reuniu as informações em duas listas. A primeira reúne as principais doenças presentes nos estados brasileiros, e a segunda aponta as doenças mais comuns que circulam no mundo. As duas listas foram repassadas à rede de saúde.
O levantamento inclui doenças já erradicadas no Brasil ou com poucos registros nos últimos anos, como poliomielite, cólera e sarampo, e outras enfermidades ainda sem notificação no país, como chikungunya, por exemplo, transmitida pelo Aedes aegypti, comum na Indonésia, Índia, Filipinas, Papua-Nova Guiné, Gabão e Iêmen. Outra preocupação é o H7N9, novo vírus da gripe, proveniente dos países da Ásia. Segundo a Secretaria, o controle será feito por meio dos sintomas.
Vigilância sindrômica
Na última sexta-feira (12/7), cerca de 80 profissionais de saúde do estado, governo federal e município participaram de uma capacitação no Centro Estadual de Pesquisa do Envelhecimento sobre vigilância sindrômica, estratégia que será utilizada durante a JMJ para aumentar a sensibilidade desses trabalhadores para detecção de casos suspeitos de doenças inusitadas e casos de contaminação por material biológico. A ideia é que os participantes repliquem os conhecimentos adquiridos para suas equipes.
Vale ressaltar que todas as unidades de saúde do estado funcionam normalmente durante a JMJ e estarão disponíveis para o atendimento de pacientes, de acordo com suas especialidades. O endereço de cada unidade do estado está disponível no site da Secretaria de Estado de Saúde.
De acordo com a secretaria, o objetivo é atuar de forma operacional, realizando busca ativa nas unidades de saúde para monitorar aspectos relacionados à identificação de doenças, verificando as notificações, o perfil e o número de atendimentos durante o período da Semana Missionária e da JMJ.
Durante os eventos em Copacabana, na Zona Sul, e Guaratiba, na Zona Oeste, o Ciocs funcionará em horários especiais, das 12h à zero hora. Já o Laboratório Central Noel Nutels (Lacen) funcionará 24 horas durante todos os dias da Jornada, recebendo amostras biológicas, assim como a Fiocruz.
Lista de doenças
Para ajudar no diagnóstico de doenças inusitadas, o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do Estado do Rio de Janeiro (Cievs-RJ) fez um levantamento das principais doenças circulantes no Brasil e no mundo e reuniu as informações em duas listas. A primeira reúne as principais doenças presentes nos estados brasileiros, e a segunda aponta as doenças mais comuns que circulam no mundo. As duas listas foram repassadas à rede de saúde.
O levantamento inclui doenças já erradicadas no Brasil ou com poucos registros nos últimos anos, como poliomielite, cólera e sarampo, e outras enfermidades ainda sem notificação no país, como chikungunya, por exemplo, transmitida pelo Aedes aegypti, comum na Indonésia, Índia, Filipinas, Papua-Nova Guiné, Gabão e Iêmen. Outra preocupação é o H7N9, novo vírus da gripe, proveniente dos países da Ásia. Segundo a Secretaria, o controle será feito por meio dos sintomas.
Vigilância sindrômica
Na última sexta-feira (12/7), cerca de 80 profissionais de saúde do estado, governo federal e município participaram de uma capacitação no Centro Estadual de Pesquisa do Envelhecimento sobre vigilância sindrômica, estratégia que será utilizada durante a JMJ para aumentar a sensibilidade desses trabalhadores para detecção de casos suspeitos de doenças inusitadas e casos de contaminação por material biológico. A ideia é que os participantes repliquem os conhecimentos adquiridos para suas equipes.
Vale ressaltar que todas as unidades de saúde do estado funcionam normalmente durante a JMJ e estarão disponíveis para o atendimento de pacientes, de acordo com suas especialidades. O endereço de cada unidade do estado está disponível no site da Secretaria de Estado de Saúde.
18 de julho de 2013
Nessa última terça-feira, dia 16 de julho, a equipe de direção da Policlínica Manoel Guilherme da Silveira Filho teve o prazer de receber em seu auditório a equipe de Coordenação das Policlínicas, com a presença da coordenadora Drª Eliane, a gerente Drª Marcia, a assessora Drª Marcia e estagiária.
A visita teve o objetivo conhecer mais de perto nosso processo de trabalho e seus atores.
Recebemos também nesse dia o diretor do DASPS da Coordenadoria de Área Programática 5.1, Drº Erivelton, que contribuiu grandiosamente para que nosso encontro se tornasse um sucesso.
VOLTEM SEMPRE!!!
O estresse foi o transtorno relacionado ao trabalho mais citado em pesquisa realizada com bombeiros militares do Estado do Rio de Janeiro. O trabalho desenvolvido pela psicóloga Kátia Maria Oliveira de Souza, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), é fruto de seu doutorado em Saúde Pública realizado na ENSP. O estresse, destaca Kátia na tese, apareceu em suas diversas modalidades, como a síndrome de burnout, o transtorno de estresse pós-traumático e a fadiga da compaixão, que significa a redução do sentimento de compaixão como consequência das ações e cenários inerentes à natureza da atividade. Segundo ela, a categoria profissional e o campo da pesquisa escolhidos se apresentaram com particularidades específicas, reveladas por um momento ímpar de tensões e negociações com a gestão pública deflagrada no ano de 2011.
A tese A análise da relação trabalho e saúde na atividade dos bombeiros militares do Rio de Janeiro procurou investigar a atividade desses profissionais no estado fluminense, enfocando o vínculo entre esses dois pontos. O trabalho teve a orientação da pesquisadora Marta Pimenta Velloso, do Departamento de Saneamento e Saúde Ambiental da ENSP. Ao todo 20 bombeiros militares de variadas patentes, idades, sexo e formação participaram do estudo. Para as entrevistas, foi utilizado, como disparador de reflexão sobre os fatos ocorridos na rotina de trabalho, um conjunto de imagens fotográficas de profissionais em salvamentos.
Segundo Kátia, a análise da relação trabalho e saúde foi construída por meio do exame do conceito de atividade, vista sob uma perspectiva multidisciplinar, priorizada pela ótica do trabalhador, privilegiando o discurso elaborado a partir do cotidiano dos bombeiros. Para a composição do eixo teórico-metodológico do estudo, explicou Kátia, foram utilizados os aportes de quatro clínicas do trabalho: ergologia, clínica da atividade, psicodinâmica do trabalho e psicossociologia francesa.
Não valorização da classe foi variável de análise na relação saúde-doença
O momento em que os dados foram coletados, em 2011, foi caracterizado por um cenário marcado pelos fatores que convergiram numa intensa manifestação da categoria, que lutavam pelos direitos ao trabalho, à saúde e ao reconhecimento profissional. De acordo com Kátia, a perspectiva da psicodinâmica do trabalho, a dinâmica do reconhecimento entre os sujeitos e a sua organização também podem ser apontados como fator promotor de saúde ou de adoecimento. 
A pesquisadora defendeu que a falta de diálogo por ocasião das negociações por melhores salários foi vivenciada pelos bombeiros militares como uma expressão de não reconhecimento das autoridades governamentais pelo trabalho da classe. Isso ocorreu principalmente, apontou Kátia, porque os profissionais entendem que são identificados pela população por um imaginário heroico, justificado pelo fato de serem especialistas que atendem de forma resolutiva em diversas frentes de salvamentos.
Para Kátia, a grande questão é que “em função da luta pelo reconhecimento, os bombeiros militares, com o intuito de manter a imagem de herói, podem banalizar os riscos existentes nas suas ações de salvamento, tornando-os mais vulneráveis aos acidentes de trabalho e às doenças. Diferente do ideário heroico, o estudo revelou a existência de trabalhadores fragilizados no cenário da vida real. Pessoas igualmente vitimadas pelos danos à saúde e tragédias que atingem a população”.
“Ao analisar a atividade dos bombeiros, com base na dinâmica ‘prazer e sofrimento’”, continuou a pesquisadora, “pode-se dizer que, para esses profissionais, a maior e mais explícita fonte de prazer da atividade é salvar vidas. No lado oposto, está a busca e o recolhimento de corpos, representando um dos pontos de maior sofrimento para o trabalhador dessa área”.
As consequências do trabalho cotidiano
Em sua pesquisa, Kátia revelou que, em decorrência do trabalho no campo das emergências, tais trabalhadores frequentemente necessitam lidar com os imprevistos em sua atividade. Segundo ela, a cada atendimento, o profissional é apresentado a situações novas que demandam gerenciamento de ações e decisões rápidas, das quais nem sempre se pode prever o desfecho. Dessa forma, disse ela, os bombeiros militares permanecem constantemente vulneráveis às situações que produzem alto nível de estresse. “Essa exposição prolongada leva a um efeito acumulativo que promove o adoecimento ao longo de toda carreira.”
Conforme Kátia ressaltou anteriormente, além dos transtornos mentais e comportamentais relacionados ao trabalho, como a síndrome de burnout, o transtorno de estresse pós-traumático e a fadiga da compaixão, implicações produzidas em função do uso do álcool também foram citadas na pesquisa.
Para ela, no cenário contemporâneo no qual o trabalho se inscreve, existe um efeito de invisibilidade do trabalho real que alimenta a negação das origens dos processos árduos no trabalho e de seus riscos, contribuindo para o agravo do sofrimento psíquico. O estudo, disse Kátia, “permitiu perceber uma série de fatores disparadores dos danos à saúde dos profissionais bombeiros militares que podem ser considerados inerentes à natureza da atividade”.
Para concluir, Kátia apontou que, diante dos resultados da pesquisa, a sugestão é que avaliações acerca dos profissionais bombeiros militares sejam pautadas nos fatores que tenham como finalidade a promoção de maior visibilidade do trabalho real, sendo capazes de fazer emergir as origens dos processos contraditórios vividos no cotidiano. Por fim, revelou a psicóloga, “entendemos que a exploração ampla do tema ‘atividade’, em correlação ao binômio ‘trabalho e saúde’, pode promover melhor compreensão dos determinantes relativos à saúde do trabalhador, como também favorecer, no que remete especificamente a esta profissão, um diálogo mais positivo entre as interfaces econômica e política”.
ENSP
A participação em conselhos vista como uma rede em que os indivíduos que nela interagem possuem múltiplas filiações e participam em vários espaços não governamentais e governamentais. Tal rede implica pressões, de um lado, para que mais pessoas sejam inseridas no processo participativo e, de outro, que os conselhos se tornem mais aptos a debater e desenvolver ações intersetoriais, um potencial que a inclusão da sociedade civil na gestão anuncia. Essa compreensão do Conselho de Saúde, inserido em uma rede de conselhos e de conselheiros que atuam sobre um conjunto de temas em Piraí, município de 24 mil habitantes, localizado no estado do Rio de Janeiro, região Sudeste do Brasil, foi a abordagem de um estudo desenvolvido pelas pesquisadoras do Departamento de Ciências Sociais/ENSP Gabriela Rieveres Borges de Andrade e Jeni Vaitsman.
Segundo elas, a prefeitura local ajudou a estruturar as organizações sem fins lucrativos que já existiam, e o funcionamento dos conselhos motivou a criação de outras. No entanto, o rápido aumento do número de conselhos sem o proporcional aumento de uma base participativa, ou seja, do número de organizações e de pessoas envolvidas, tem implicado em alguns limites nessa forma de interação entre sociedade civil e governo.
As pesquisadoras explicam que, comparativamente a outros municípios de porte similar, vários indicadores referentes à organização do setor saúde, como orçamento, cobertura e condições de gestão, apresentam um bom desempenho em Piraí. Contudo, acrescentam elas, ainda que as políticas de saúde estejam relativamente bem estruturadas no município, para que os próprios indicadores melhorem, seria preciso maior integração com outras políticas sociais. “O desenho setorial de participação, porém, reproduz a fragmentação das políticas, e os conselhos não estão constituído como fóruns integradores”.
De acordo com o estudo, Piraí tem um território de 505 km2, e 82% da sua população reside em zona urbana. Relativamente próspero de forma econômica, tendo sido classificado entre os 10 mais desenvolvidos entre os 92 municípios do estado do Rio de Janeiro, parte desse avanço deve-se à instalação de novas indústrias nos últimos dez anos. Em 2005, o município recebeu o prêmio Top Seven Inteligent Communities – as sete cidades mais inteligentes do mundo – pela instalação de uma rede de acesso livre à internet na cidade e a distribuição de computadores a todos os alunos da rede de ensino municipal. No setor saúde, conta com 12 postos de saúde com equipes de Programa de Saúde da Família e um hospital conveniado, além de ter investido uma porcentagem maior de recursos municipais do que o mínimo de 15% definido constitucionalmente.
O contexto político de Piraí, onde o mesmo partido político se mantém no poder desde 1997 sem encontrar muita oposição e gozando de larga aprovação pública, conforme informam os pesquisadores, parece ter contribuído para a produção de um ambiente político local com pouco conflito em questões substantivas. “A escolha desse município para o estudo deveu-se à cidade ter conselhos para quase todos os setores de políticas e contar com uma sociedade civil atuante e uma diversidade de organizações sem fins lucrativos”, esclarecem.
A principal fonte de informações da pesquisa foram entrevistas realizadas com 19 conselheiros, entre maio e agosto de 2006, que participam ou já participaram do Conselho de Saúde e, também, atuam em outros conselhos na cidade.
Histórico da criação dos conselhos
No Brasil, os Conselhos de Políticas Sociais foram criados com a Constituição Federal Brasileira de 1988 e a redemocratização do Estado, após 20 anos de governos militares. A nova Constituição introduziu mudanças abrangentes na área da proteção social, entre as quais a descentralização administrativa e financeira da gestão das políticas para o nível municipal e a introdução da gestão participativa por meio dos Conselhos de Políticas Sociais. Formados por representantes da sociedade civil e dos setores público e privado, os conselhos têm a atribuição de discutir e acompanhar a gestão das políticas públicas em cada nível de governo.
O setor saúde foi o pioneiro da gestão participativa, pois o Sistema Único de Saúde, o SUS, estabelecido na Constituição de 1988 e que garante o acesso universal a uma rede de serviços assistenciais de saúde públicos, foi fruto de um movimento de amplos setores da sociedade civil pela reforma sanitária. O SUS estabeleceu estratégias bem-sucedidas de incentivos para a descentralização e criação de aparatos de gestão municipal, incluindo os Conselhos de Saúde atrelados às Secretarias Municipais de Saúde. A criação de Conselhos de Saúde é uma das condições para a descentralização, o que explica que até o fim da década de 1990 já tivessem sido estabelecidos Conselhos de Saúde em praticamente todos os municípios brasileiros.
O Conselho de Saúde de Piraí foi criado no ano de 1991 e, em seguida, os de Assistência Social e o dos Direitos da Criança e do Adolescente, ambos ligados à Secretaria de Assistência Social. Durante os anos 2000, foram criados mais 12, ligados a 4 secretarias, totalizando 15 no final de 2005.
O artigo produzido por Gabriela Rieveres Borges de Andrade e Jeni Vaitsman, referente a essa pesquisa, pode ser conferido na edição de julho de 2013 (vol.18 n.7) da revista Ciência & Saúde Coletiva da Abrasco.
Segundo elas, a prefeitura local ajudou a estruturar as organizações sem fins lucrativos que já existiam, e o funcionamento dos conselhos motivou a criação de outras. No entanto, o rápido aumento do número de conselhos sem o proporcional aumento de uma base participativa, ou seja, do número de organizações e de pessoas envolvidas, tem implicado em alguns limites nessa forma de interação entre sociedade civil e governo.
As pesquisadoras explicam que, comparativamente a outros municípios de porte similar, vários indicadores referentes à organização do setor saúde, como orçamento, cobertura e condições de gestão, apresentam um bom desempenho em Piraí. Contudo, acrescentam elas, ainda que as políticas de saúde estejam relativamente bem estruturadas no município, para que os próprios indicadores melhorem, seria preciso maior integração com outras políticas sociais. “O desenho setorial de participação, porém, reproduz a fragmentação das políticas, e os conselhos não estão constituído como fóruns integradores”.
De acordo com o estudo, Piraí tem um território de 505 km2, e 82% da sua população reside em zona urbana. Relativamente próspero de forma econômica, tendo sido classificado entre os 10 mais desenvolvidos entre os 92 municípios do estado do Rio de Janeiro, parte desse avanço deve-se à instalação de novas indústrias nos últimos dez anos. Em 2005, o município recebeu o prêmio Top Seven Inteligent Communities – as sete cidades mais inteligentes do mundo – pela instalação de uma rede de acesso livre à internet na cidade e a distribuição de computadores a todos os alunos da rede de ensino municipal. No setor saúde, conta com 12 postos de saúde com equipes de Programa de Saúde da Família e um hospital conveniado, além de ter investido uma porcentagem maior de recursos municipais do que o mínimo de 15% definido constitucionalmente.
O contexto político de Piraí, onde o mesmo partido político se mantém no poder desde 1997 sem encontrar muita oposição e gozando de larga aprovação pública, conforme informam os pesquisadores, parece ter contribuído para a produção de um ambiente político local com pouco conflito em questões substantivas. “A escolha desse município para o estudo deveu-se à cidade ter conselhos para quase todos os setores de políticas e contar com uma sociedade civil atuante e uma diversidade de organizações sem fins lucrativos”, esclarecem.
A principal fonte de informações da pesquisa foram entrevistas realizadas com 19 conselheiros, entre maio e agosto de 2006, que participam ou já participaram do Conselho de Saúde e, também, atuam em outros conselhos na cidade.
Histórico da criação dos conselhos
No Brasil, os Conselhos de Políticas Sociais foram criados com a Constituição Federal Brasileira de 1988 e a redemocratização do Estado, após 20 anos de governos militares. A nova Constituição introduziu mudanças abrangentes na área da proteção social, entre as quais a descentralização administrativa e financeira da gestão das políticas para o nível municipal e a introdução da gestão participativa por meio dos Conselhos de Políticas Sociais. Formados por representantes da sociedade civil e dos setores público e privado, os conselhos têm a atribuição de discutir e acompanhar a gestão das políticas públicas em cada nível de governo.
O setor saúde foi o pioneiro da gestão participativa, pois o Sistema Único de Saúde, o SUS, estabelecido na Constituição de 1988 e que garante o acesso universal a uma rede de serviços assistenciais de saúde públicos, foi fruto de um movimento de amplos setores da sociedade civil pela reforma sanitária. O SUS estabeleceu estratégias bem-sucedidas de incentivos para a descentralização e criação de aparatos de gestão municipal, incluindo os Conselhos de Saúde atrelados às Secretarias Municipais de Saúde. A criação de Conselhos de Saúde é uma das condições para a descentralização, o que explica que até o fim da década de 1990 já tivessem sido estabelecidos Conselhos de Saúde em praticamente todos os municípios brasileiros.
O Conselho de Saúde de Piraí foi criado no ano de 1991 e, em seguida, os de Assistência Social e o dos Direitos da Criança e do Adolescente, ambos ligados à Secretaria de Assistência Social. Durante os anos 2000, foram criados mais 12, ligados a 4 secretarias, totalizando 15 no final de 2005.
O artigo produzido por Gabriela Rieveres Borges de Andrade e Jeni Vaitsman, referente a essa pesquisa, pode ser conferido na edição de julho de 2013 (vol.18 n.7) da revista Ciência & Saúde Coletiva da Abrasco.






